Após suspeitar de traição, homem tortura mulher grávida e joga corpo em frente a hospital

Um feminicídio com requintes de crueldade contra uma grávida de 28 anos foi registrado na Delegacia de Polícia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) de Rio Grande (RS) nesta quarta-feira. O companheiro de Fabiane Desiderio Lopes foi preso preventivamente na noite desta quinta-feira e, em depoimento, confessou o crime à polícia. Ele disse ainda ter matado a mulher por sentir ciúmes e por desconfiar de uma traição. Segundo o delegado Roberto Sahagoff, responsável pelo caso, o corpo da vítima apresentava sinais de tortura.

O corpo de Fabiane foi encontrado em frente a um hospital da cidade. O autor do crime, de 29 anos, cuja identidade não foi revelada, disse à polícia ter pego um táxi com a vítima e a deixado sentada numa cadeira. O delegado afirmou que a mulher estava “praticamente morta” ao ser abandonada diante da unidade de saúde, após ter sido “torturada por horas”.

— Ele (autor do crime) primeiro alegou ao taxista que a vítima tinha caído da escada, mas o motorista não acreditou nessa versão porque ela estava muito machucada, praticamente morta. O autor do feminicídio disse então que ela tinha tentado fazer um aborto e, por ele não aceitar isso, a agrediu — relatou Sahagoff. — O taxista é uma testemunha do fato, ele viu que o homem era violento e ficou assustado, colaborou depois, identificando o autor.

Ainda segundo o delegado, o criminoso mudou mais uma vez sua versão dos fatos em depoimento, quando confessou ter agido daquela maneira por sentir ciúmes após descobrir uma suposta traição. O homem foi localizado pela Polícia Civil na casa de sua mãe na noite desta quinta-feira, quando foi preso preventivamente.

— A vítima foi escalpelada e esfaqueada em várias partes do corpo e a casa estava cheia de mechas de cabelo. O companheiro dela pegou um táxi e abandonou o corpo numa cadeira na frente de um hospital. Ela morreu ali mesmo e perdeu o filho — disse o delegado. — Ele confessou que a matou por ciúmes, dizendo que ela poderia tê-lo traído.

O autor do crime, cuja identidade não foi revelada pela Polícia Civil do Rio Grande do Sul, foi autuado por feminicídio. Sahgoff ressaltou que prendeu também dois irmãos do companheiro da vítima em uma operação conjunta, já que eles estavam sendo investigados por tráfico de drogas.

— Estávamos investigando os irmãos do companheiro da vítima, que seriam traficantes. Fizemos uma operação conjunta. Além da prisão preventiva por feminicídio, pedi mais um mandado de busca para os outros dois, que foram presos em flagrante com balanças, drogas, munição, armas e dinheiro. Acabou ficando tudo na mesma família — afirmou Sahagoff, titular da Delegacia Especializada de Furto, Roubos e Capturas (Defrec), que está cobrindo uma licença da delegada da Deam.

Segundo o delegado, o autor do feminicídio seria um usuário de drogas, sem indícios de também participar do tráfico.


Matéria do Extra

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