Bebê morre por falha em equipamento dentro de ambulância

A luta pela vida começou no sábado (13/10), quando a mãe que já estava de 30 semanas e com seis centímetros de dilatação, procurou o Hospital Nossa Senhora Auxiliadora, [Três Lagoas], para o parto

Parto de urgência das gêmeas foi realizado no Hospital Nossa Senhora Auxiliadora, mas a falta de UTI Neonatal obrigou a remoção das crianças

Uma criança recém-nascida morreu a caminho de um hospital em Campo Grande, depois que o ventilador mecânico e a incubadora da ambulância, que levava a bebê de Três Lagoas para a Capital, parou de funcionar.

De acordo com o site Perfil News, a luta pela vida começou no sábado (13/10), quando a mãe que já estava de 30 semanas e com seis centímetros de dilatação, procurou o Hospital Nossa Senhora Auxiliadora, [Três Lagoas], para o parto.

O caso da gestante e das filhas, segundo o hospital, era considerado complexo, tendo em vista que as crianças seriam prematuras e, por isso, precisavam de cuidados imediatos após o nascimento. Como a unidade público da cidade não possui UTI (Unidade de Tratamento Intensivo) Neonatal, apenas o Cassems teria a estrutura, no entanto, não atende pelos SUS (Sistema Único de Saúde).

Entretanto, o parto foi realizado no HNSA, mesmo. Mas devido a precariedade da saúde das bebês, foi solicitada uma ambulância UTI do município para fazer a remoção para Campo Grande.

Ainda conforme o site, próximo à cidade de Água Clara, de acordo com o relato do médico que acompanhava a recém-nascida no transporte, o ventilador de transferência apresentou problema e a incubadora parou de aquecer.

O ar condicionado do veículo, que poderia ajudar a equilibrar a temperatura, também apresentou defeito, não conseguindo resfriar ou aquecer o ar no interior do veículo. A bebê chegou com vida ao hospital na Capital, mas após 3h não resistiu e veio a óbito na Santa Casa de Campo Grande.

A ambulância, então, retornou a Três Lagoas. No período da tarde, no entanto, a segunda bebê também precisou da UTI neonatal e, mais uma vez, foi solicitada a transferência. Desta vez, no entanto, o médico que acompanhou a primeira criança no transporte desautorizou a transferência, relatando problemas técnicos na ambulância e na incubadora.

Felizmente, a criança chegou a tempo de receber o tratamento adequado na capital.

A assessoria de comunicação da prefeitura de Três Lagoas disse que a Secretaria de Saúde não foi acionada para atender o caso, e que a ambulância está equipada para atendimento de emergência. Informou também que o aparelho que apresentou defeito pertence ao hospital Auxiliadora.

Em nota, o Hospital Nossa Senhora Auxiliadora, declarou que tem projetos para atender aos recém-nascidos de alto risco, mas faltam recursos para investimento.

“Atualmente, o projeto arquitetônico da Unidade de Terapia Intensiva Neonatal/UTIN e seus componentes (Unidade de Cuidados Intermediários Neonatal Convencional/UCINCo, Unidade de Cuidados Intermediários Neonatal Canguru/UCINCa e Banco de Leite Humano/BLH) deve ser executado ao lado da maternidade, que hoje está a Unidade Cirúrgica do Hospital Auxiliadora. Portanto, além do próprio recurso da UTIN e seus componentes, seria necessário o recurso para um outro local de Unidade Cirúrgica, de maneira a comportar a quantidade de pacientes regulados para esta unidade cirúrgica, que hoje não dispomos”, afirmou, em nota.

Fonte: Dourados News

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